Grêmio ganha a primeira fora e sonha embalar no Campeonato Brasileiro
Vitória por 2 a 0 sobre o Náutico, no Recife, leva o Tricolor gaúcho ao sexto lugar, a oito pontos do líder Palmeiras
O Grêmio precisou de 12
jogos fora de casa para conseguir a sua primeira vitória longe dos
seus domínios no
Campeonato Brasileiro
de 2009. O placar de 2 a 0 sobre o Náutico, neste domingo no
Recife, tirou um peso das costas do Tricolor, que pulou da oitava
para a sexta posição na tabela e, com 36 pontos, ainda se permite
sonhar com algo a mais no Brasileirão. Já o Timbu, estacionado nos
25, segue em 16º lugar, a um passo da zona de rebaixamento.
Jogar fora do Olímpico vinha sendo um tormento para o Grêmio. Nas
11 partidas que tinha feito como visitante, o time foi derrotado em
oito e empatou três. Ou seja, atuar nos Aflitos, palco da histórica
batalha de 2005, não seria tarefa fácil. Mas foi...
Reforçado com a volta de Maxi López, que ficou cinco rodadas fora,
o Grêmio atraiu boa parte da marcação do Náutico para cima do
atacante argentino. E foi exatamente isso que ocorreu no lance do
primeiro gol, aos 17 minutos. Quando Tcheco cruzou para a área,
dois zagueiros estavam grudados em Maxi. Souza, livre, aproveitou o
espaço e cabeceou para o gol.
Victor brilha, enquanto Acosta sai
contundido
O time pernambucano, empurrado pela sua fanática torcida, foi para
cima. Mas a falta de pontaria e a ótima atuação do goleiro Victor
mantinham o Grêmio na frente. Para piorar, o uruguaio Acosta se
machucou e precisou ser substituído por Márcio Barros aos 24.
Pouco depois, aos 26, o Grêmio fez mais um. Jonas, em bonita jogada
individual na área, tirou a marcação com um lençol e completou de
perna esquerda para o gol.
Abatido, o Náutico sofreu mais uma baixa e Geninho, antes mesmo do
intervalo, precisou queimar a segunda alteração: Sidny no lugar de
Patrick.
Depois do intervalo, o desenho do jogo ficou claro já nos primeiros
lances: o Náutico todo em cima e o Grêmio todo no seu campo de
defesa. Para encurralar mais o rival, Geninho abriu mão de um
volante – Rudnei – e lançou mais um atacante –
Kuki – na partida.
Timbu pressionou no fim, mas Grêmio
administrou o resultado
O Timbu pressionava, ficava mais com a bola no pé, mas dificilmente
ameaçava. O goleiro Victor, bastante exigido no primeiro tempo,
quase não participou do jogo nos 45 minutos finais. A expulsão de
Maxi López, aos 19 minutos por trocar empurrões com Cláudio Luiz,
chegou a assustar os torcedores. Mas a essa altura, o atacante era
um mero espectador da partida, isolado na frente e aguardando a
chance de encaixar um contra-ataque.
Com o jogo na mão, o técnico Paulo Autuori só administrou o fôlego
do seu time, trocando Jonas por Herrera, Souza por Túlio e Tcheco
por Leo. Do outro lado, já no desespero, Geninho transformou o
zagueiro Cláudio Luiz, de 1,97m, em centroavante. Plantado na área,
o grandalhão era alvo de todos os cruzamentos. Nos acréscimos,
Carlinhos Bala ainda acertou a trave. E só!
O Grêmio vai a 36 pontos, fica a oito do líder Palmeiras e a quatro
de entrar no G-4, a área de classificação para a Taça Libertadores
da América. Na próxima rodada, o Tricolor receberá o lanterna
Fluminense, domingo, em Porto Alegre. O Náutico também jogará em
casa, sábado, diante do Atlético Mineiro, precisando dos três
pontos para não entrar na zona de
rebaixamento.

