Jordan entra no Hall da Fama, mas recusa título de 'o melhor de todos os tempos'
Ex-jogador fica emocionado durante o discurso ao lembrar do pai, morto em 1993, e diz que está orgulhoso por fazer parte da Classe de 2009.
Mito da história do basquete mundial, Michael Jordan entrou para o Hall da Fama nesta sexta-feira. Mas apesar de ser o nome mais esperado na cerimônia em Springfield (EUA), o dono de seis títulos da NBA e cinco troféus de MVP recusou ser chamado de o “melhor jogador de todos os tempos” e fez questão de dividir a honra com os outros homenageados da noite: David Robinson, John Stockton, Jerry Sloan e C. Vivian Stringer.
- É um privilégio ser chamado de ‘o
melhor’, mas nunca poderia me dar esse apelido, porque não
pude enfrentar nenhum dos outros atletas que já estão no Hall da
Fama. Portanto, é pedir demais que eu aceite isso. Sinto-me muito
orgulhoso por fazer parte deste grupo e, acreditem, vou lembrar
sempre deles. Será algo recíproco – disse Jordan.
Último a ser chamado para receber o troféu simbólico de membro do
Hall da Fama, Jordan chorou no púlpito durante seu discurso e foi
aplaudido de pé pela platéia, que tinha seu ex-técnico Dean Smith,
Pat Riley, Jerry Colangelo, Tim Duncan e Scottie Pippen, entre
outros. O jogador lembrou do pai, James, que morreu em 1993.
- Se ele estivesse aqui hoje, tenho certeza que estaria comemorando
e muito orgulhoso de pela minha carreira e as escolhas que fiz, as
boas e ruins – afirmou.
Emocionado, Jordan abriu um sorriso quando ouviu
as declarações do armador John Stockton, que fez uma dupla
inesquecível nas quadras ao lado do pivô Karl Malone.
- Agredeço a todo o apoio dos meus companheiros de Utah Jazz por me
levarem a alcançar o sonho de ser um grande jogador da NBA e da
seleção americana. O único que não me ajudou foi Michael –
brincou Stockton, lembrando dos dois títulos perdidos por ele para
o Chicago Bulls de Jordan.

